Saltério de Adoração: como surgiu e como reza-lo

O QUE É O SALTÉRIO DE ADORÀÇÃO,

E COMO NASCEU?

É uma experiência pessoal de oração que leva a ‘pessoa a um profundo mergulho na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. O amor desfigurado pelos nossos pecados, imprime em nossos corações uma grande repulsa ao pecado. Vendo que eles são culpados pelo sofrimento tão cruel de um inocente.

O Saltério de Adoração é uma oração que pode ser oferecida à alguém, mas o objetivo principal é abrir o nosso coração para receber a Paz de Jesus, a única paz que permanece mesmo diante do mais feroz sofrimento, ele nos induz passo a passo a uma adoração perfeita, onde Cristo Jesus é o centro de tudo e onde nossos lábios e coração se unem para oferecer-lhe nossa solidariedade, e dizer-lhe que nos importamos com sua dor e que o nosso ser se curva diante de tamanha prova de amor. Por fim, contemplamos a vitória da ressurreição daquele que faz a vontade do Pai. Esta devoção vem nos ensinar a sermos fortes no combate: “Corramos com perseverança ao combate proposto, com· o olhar fixo no autor e consumador de Bossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus.” (Hb 12, 1b-2)

O Saltério de Adoração nos permite colocar Jesus como centro de nossas vidas, declarando o seu senhorio e o seu total domínio sobre nossas decisões onde Ele é e sempre será NOSSO DEUS e NOSSO TUDO.

Essa devoção nasceu durante profundos momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento na capela de São Francisco em Cascavel, e concretizou-se na jornada de sete (07) dias de adoração (Cerco de Jericó), em abril de 2001. Essa oração é rezada (preferencialmente) diante da Cruz Bizantina, a: mesma que encantava São Francisco, e da qual saiu o chamado: “reconstrói minha casa que está em ruínas”, nela podemos contemplar a maior prova de amor sendo tão gratuita, sem nenhuma condição, que apesar de todo o sofrimento e a agonia da morte próxima permanece sereno. Vemos em seu olhar muita ternura, em seus braços uma expressão de perdão absoluto, pronto para me abraçar, e os pés ‘juntos numa atitude de quem nos espera pacientemente. Todo o medo, desolação, angústia e dor, superados por um amor imenso. Este ícone nos leva a aceitar todo o sofrimento e opressão, solidão e humilhação com paciência e esperança, sem se deixar vencer pela dor, mas ser vitoriosos pelo amor.

ser sistemático, sem perder sua essência, como é o Rosário e o terço Bizantino. Então passei a introduzir a oração Meu Deus, Meu Tudo, com o Adoramos:

– Francisco e seus companheiros,  tiveram grande amor pela Eucaristia, por isso sempre que viam a torre de alguma igreja, lembravam-se que lá estava o Corpo Eucarístico do Amado, e não importava onde estavam, ajoelhavam-se e devotadamente rezavam o “Adoramos”, assim intitulado por Francisco. A oração era a seguinte:

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as tuas (vossas) igrejas espalhadas pelo mundo inteiro, e vos bendizemos porque, pela vossa Santa Cruz, redimiste o mundo.”

Com esta fórmula, poderia adorar ao meu amado Jesus, em qualquer lugar. O meu carro poderia ser um local de adoração, minha casa… em fim, por onde eu fosse. Não preciso avistar a torre da igreja. Como esta oração foi inspirada diante da Hóstia consagrada, conclui rezando: “graças e louvores se dêem a cada momento, o santíssimo e digníssimo Sacramento”.

Fazia agora estas orações nas contas de um terço. E quando fui ensinar aos coordenadores, Maria Felipe na hora de rezar ao invés de dizer mistério ou dezena disse: Estação. Isto foi o suficiente! O Espírito Santo me faria lembrar do imenso amor que Francisco devotava a Jesus Crucificado:

Depois de mergulhar no mistério da Paixão, Francisco saiu da cabana e começou a gritar desesperadamente: “O Amor não é amado, o Amor não é amado!”. Seu pensamento ardia inteiro só de pensar que o Amor não fora amado.

Nesta noite desejava tirar Jesus da cruz e sofrer no lugar dele. Nessa noite, era a festa da Exaltação da Cruz (14 de setembro de 1224) e foi nessa mesma noite que Francisco fez a seguinte oração:

            “Senhor Jesus, peço-te que me concedas duas graças antes que eu morra. A primeira é a de sentir em vida, em minha alma e meu corpo, o mais possível, aquela dor que tu doce Jesus, suportaste naquela hora de tua acerba paixão.

            A Segunda é a de sentir em meu coração, o mais possível, aquele extraordinário amor do qual tu, Filho de Deus, estavas tão tomado a ponte de suportar por tua própria vontade, uma tão grande paixão por nós, pecadores”.

Depois desta oração, Francisco recebe as chagas de Cristo. As Estações da Via Sacra se tornaram a meditação desta nova oração,

 

que segundo as normas da Santa amada igreja Católica, nos dá indulgencias. Segundo Santo Agostinho, “nada existe que com maior eficácia, nos possa auxiliar na aquisição da perfeição, do que a recordação diária dos sofrimentos que N. S. Jesus Cristo suportou por nosso amor”.

-“Uma única lágrima que se derrame por causa da Paixão de Cristo, vale mais do que uma peregrinação a Jerusalém e um ano de jejum a pão e água”.

-“O pecado não pode reinar em uma alma que reflete muitas vezes nos sofrimentos de Jesus”.

E como dizia Santo Afonso Maria de Ligório: “Não deixarei passar um só dia sem refletir na Paixão de N. S. Jesus Cristo, tomando-a por objeto de nossa meditação, ou então, meditando a Via Sacra”.

e por ser agora em 15 contemplações de dezenas, somando 150 vezes, resolvi batizá-la de Saltério (faz referencia aos 150 salmos) de Adoração. Para finalizar o saltério, devemos rezar a ração de São Francisco, nos ensinando a ser instrumentos de Paz. Por estes motivos, não podemos menosprezar, ou rezar de qualquer jeito. Possa ser que Deus só a queira em nossos lábios e que o mundo não tome conhecimento, mas fica certo que é Deus quem quer. Não é criação minha, é dom de Deus para a obra Paz e Bem. Sejamos fiéis a esta inspiração divina.

 

COMO REZAR O SALTÉRIO DE ADORAÇÃO
Inicia-se com o CREDO, o PAI-NOSSO e três (03) AVE-MARIAS, sendo:

a primeira oferecida pelo nosso TESTEMUNHO de que cremos no Cristo Ressuscitado. Todos devem perceber naturalmente, que eu amo Jesus, vendo meus atos, pois se meus gestos não evangelizam, as palavras não evangelizarão (São Francisco).

A segunda oferecemos pela nossa OBEDIÊNCIA. Obedecermos a Palavra de Deus, a Igreja, aos pais. Temos tendência a desobedecer, pois carregamos este pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva. É bem verdade que os mares, a tempestade, enfim, os seres tidos como  irracionais, obedecem ao Senhor imediatamente.

A terceira e última intenção das ave-marias, é a HUMILDADE, que pode ter sido ferida até por um achar que somos os mais obedientes. A arma do  humilde é a verdade. Sua oração é a que alcança Deus. Sabe esperar o tempo de Deus e não busca seus interesses, o segredo é tomar o Amado conhecido e dizer sempre

 

esta frase consigo: “importa que Deus cresça e  que eu desapareça”.

Continuando o Saltério, segue a oração GRAÇAS E LOUVORES SE DÊEM A TODO O MOMENTO, AO SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO  SACRAMENTO.

E inicia-se a contemplação das 15 estações do saltério, que segue com O ADORAMOS de São Francisco, que substitui aqui o Pai-nosso.

 

“O ADORAMOS”

Francisco, e seus companheiros tinham um grande amor pela Eucaristia, por isso sempre que viam a torre de uma Igreja, lembravam-se que lá estava o Corpo Eucarístico do Amado, e não importava onde estavam, ajoelhavam-se e devotamente rezavam o “Adoramos”, assim intitulado por Francisco. A oração era a seguinte:

  “Nós vos adoramos,

. Senhor Jesus Cristo,

   aqui e em todas as tuas Igrejas
espa
lhadas pelo mundo inteiro,
e vos bendizemos,

  porque pela vossa Santa Cruz
redi
mistes o mundo.”  

Nas contas pequenas rezamos MEU DEUS E MEU TUDO. Em cada uma das 15 estações contém 10 contas formando assim o mesmo número dos salmos, por isso o chamamos de SALTÉRIO DE ADORAÇÃO. Finalizamos com a oração de São Francisco:

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.

Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,

Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.

Onde houver Discórdia, que eu leve a União.

Onde houver Dúvida, que eu leve a .

Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.

Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.

Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.

Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:  consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna!   Amém

 

 

 

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