ENQUANTO FAÇO O CAFÉ: Cada um tem seu próprio tempo

-Deus respeita o nosso tempo, também nós devemos respeitar. Não podemos nos comparar a ninguém, pois cada um tem seu próprio ritmo

-A incapacidade dos discípulos para viver tudo de uma vez

“Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis agora suportar” (16,12). Estas são palavras que infundem ânimo. Jesus fala a seus discípulos com muita ternura. Compreende a confusão que têm e sua debilidade frente à realidade da Paixão.

Em grego, lemos um verbo que se poderia traduzir: “não podeis suportá-lo”. Este verbo, em outras ocasiões, está relacionado com o peso da Cruz. Provavelmente, deve ter, aqui, uma referência à dificuldade para carregar a Cruz, que é a tarefa mais importante do discipulado. À meta só se pode chegar, caminhando atrás de Jesus, carregando a Cruz (cf. Jo 14,36).

– O Espírito, como “pedagogo” que nos conduz até a plenitude de Jesus

Após indicar a dificuldade presente dos discípulos, Jesus dirige seu olhar ao dia da efusão do Espírito e à experiência das primeiras comunidades que interpretam o acontecimento pascal e relatam o Novo Testamento: “Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará na verdade plena” (16,13ª).

O que se quer dizer, em primeiro lugar, é que o Espírito vai levando-nos pela mão, como crianças, para que possamos viver, um a um, os ensinamentos do Evangelho, até que a vivência do Evangelho seja completa, em nossa vida.

O Espírito não traz novas revelações, sua tarefa é conduzir ao interior da revelação de Jesus. Ele guia até a “Verdade Plena” que é Jesus (cf. 14,6), fidelidade de Deus na história, em que surge o homem novo, o homem e a comunidade que alcançam sua plena realização.

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