21° Domingo Comum ano A (Estudo Bíblico)
Mateus 16,13-20
“Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo…
Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”
Introdução
O Evangelho deste domingo é um dos mais importantes no estudo da Igreja fundada por Cristo e convém analisá-lo bem.
Basta ler com atenção os Evangelhos para observar que em seu ensinamento e em seu estilo de vida Jesus aparecia como um dos grandes profetas de Israel.
Com efeito:
- A mulher samaritana lhe disse: “Vejo que és um profeta” (Jo 4,19);
- Quando perguntam ao cego de nascença sobre Jesus, este responde: “É um profeta” (Jo 9,17);
- Os discípulos de Emaús não podiam crer que o desconhecido que se une a eles no caminho não tenha ouvido falar de “Jesus de Nazaré, que foi um profeta poderoso” (Lc 24,19);
- O próprio Jesus toma, com decisão, o caminho de Jerusalém, segundo disse, “pois não convém que um profeta pereça fora de Jerusalém” (Lc 13,33);
O Evangelho de hoje inicia-se com a pergunta de Jesus a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (v.13). Eles responderam: “Uns afirmam que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas” (v.14). De fato, Jesus foi “um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo” como o definem os discípulos de Emaús. Porém, é muito, muito mais que isso.
Hoje em dia os que não têm fé em Cristo, os que não têm a Cristo como seu Senhor e Salvador, a exemplo dos “reencarnacionistas”, dão uma resposta similar: “Foi um grande homem, excepcional; foi o maior dos profetas; sua doutrina é muito elevada”; etc. Porém, os que ficam só nisto não sabem o que dizem, ainda não o conhecem.
Jesus quer saber agora que dizem dele os seus discípulos, estes que haviam deixado tudo e o haviam seguido aonde quer que fosse. Enquanto os outros pensavam na resposta, Simão Pedro se adianta e exclama: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).
Se todo o Evangelho é a revelação da identidade de Cristo, o Verbo de Deus encarnado, então esta frase de Pedro é o centro do Evangelho. De fato, Jesus, aprova Pedro e o chama “bem aventurado”, visto que não poderia concluir isso por dedução humana, mas, somente por inspiração divina: “Não foi a carne ou o sangue (o homem) que te revelaram isto, mas meu Pai que está nos céus” (v.17)
Aqui Jesus ensina que o conhecimento verdadeiro dele não se alcança por meio de um esforço da inteligência humana, mas que é um puro dom de Deus. Ao homem toca somente não por obstáculo. Por isso não tem sentido que uma pessoa sem fé reprove outra que crê, por causa de suas opções de vida. Seria como se um cego reprovasse a um pintor as cores que usa.
Jesus responde a Simão Pedro com uma frase de idêntica estrutura: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja…” (v.18). É necessário observar que antes desta frase de Cristo, o nome “Pedro”, que hoje é tão popular, não existia, nem tampouco seu equivalente em aramaico “Kefa”. O príncipe dos apóstolos não se chamava assim; seu nome era Simão, filho de Jonas. Se o Evangelho o chama “Pedro” e, se, assim o chamamos nós, hoje, é, exclusivamente, porque este foi o nome que o deu Jesus na frase que citamos.
Não se pode negar que Jesus tentou fazer um jogo de palavras, que em grego (a língua em que se escreveu o Evangelho) soa assim: “Sy ei Petros kai epí taute te petra oikodomeso mou ten Ekklesían”. A tradução que, intencionalmente, rompe este jogo de palavras feito por Cristo, comete abuso contra a Palavra de Deus. De fato, alguns traduzem “Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei minha Igreja” para indicar que a “rocha” é Cristo e, assim, diminuir o papel de Pedro como fundamento da Igreja. No meio semítico o nome indica o que a pessoa é. A troca de nome, sobretudo, quando quem faz é Deus mesmo, indica uma missão. Neste caso, Jesus troca o nome de Simão e o chama “Pedro” para confiar-lhe a missão de pedra basal, sobre a qual iria edificar a “sua Igreja”. Conclui-se que uma comunidade cristã que não reconhece Pedro como seu fundamento não pode chamar-se “Igreja de Cristo”.
Jesus continua: “… Eu te darei as chaves do Reino dos céus; e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (v.19).
A ninguém disse Jesus palavras semelhantes. Se o que fizer Pedro na terra fica feito no céu, isso quer dizer que Pedro não pode errar quando define uma verdade relativa ao Reino dos céus, pois no céu não pode ser sancionado um erro. Assim, esta sentença de Cristo confere a Pedro o dom da “infalibilidade” em matéria de fé e moral.
Também é verdade que Jesus quis fundar uma Igreja que perdurasse até o fim dos tempos. Por isso afirma aqui que os poderes do inferno não prevalecerão contra ela e, quando sobe ao céu, promete: “Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Se assim é, deve perdurar também a pedra basal da Igreja, deve perdurar também, Pedro, até o fim do mundo. Isto é, esta mesma missão, com a mesma garantia divina da infabilidade, perdura nos sucessores de Pedro.
Mesmo sem a fé, um estudo histórico desta instituição que, apesar de todos os embates, já dura vinte séculos, deveria fazer-nos pensar. Mais que nunca resplandece esta verdade hoje na pessoa e missão do Papa que, continuamente, diz, à Igreja e ao mundo, essas verdades que “não lhe revelaram a carne ou o sangue, mas o Pai que está nos céus”.
Felipe Bacarreza Rodríguez, Obispo Auxiliar de Concepción
- O Contexto
Para saborear melhor o texto de hoje, vale a pena que façamos uma breve contextualização.
Mateus nos mostra como Jesus veio educando, progressivamente, seu discípulo Pedro na fé:
- À margem do lago da Galileia, sucedeu o primeiro encontro entre Jesus e o pescador Simão, chamado “Pedro”. Ali o chamou para “seguí-lo” e o anunciou a missão para a qual o educaria, a de ser “Pescador de homens” (4,18-20)
- O segundo gesto de misericórdia de Jesus, dentro da série de dez milagres que são narrados em Mateus 8 e 9, é a cura da sogra de Pedro (8,14-15).
- No envio à missão dos Doze, o nome de “Simão, chamado Pedro” aparece expressamente como “o primeiro” (10,2).
- De novo no lago da Galileia, Pedro vive uma forte experiência de Jesus quando ao solicitar caminhar sobre o lago, é alcançado pela mão salvadora de Jesus no momento em que afunda (14,23-33).
Precisamente nesta última cena, Pedro disse uma frase que aparece de novo no evangelho que lemos hoje: “Se és tu…” (14,28). Pedro diz a Jesus que se é Ele, verdadeiramente, o reconhecerá por meio do poder de sua Palavra (“manda-me ir a ti”).
Vê-se, então, aqui, que a identidade de Jesus aparece estreitamente ligada ao poder de sua Palavra. Porém, nessa ocasião se manifesta, também, a debilidade da fé de Pedro: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (14,31).
Contudo, a cena termina com um ato litúrgico de confissão de fé e de adoração da pessoa de Jesus da parte dos Doze: “Os que estavam na barca se prostraram ante Ele dizendo: ‘Verdadeiramente és Filho de Deus’” (14,33).
Que a fé de Pedro vai amadurecendo pouco a pouco e que Jesus o está conduzindo progressivamente, voltamos a notar na cena da controvérsia de Jesus com os fariseus acerca das normas de pureza ritual. Ali Pedro disse a Jesus: “Explica-nos a parábola” (15,15). E Jesus responde: “Também vós estais ainda sem inteligência?” (15,16). Até que, finalmente, vemos Pedro chegar à autêntica confissão de fé em meio da comunidade apostólica, mostrando-se capacitado para receber uma missão junto a seus companheiros. Disto se ocupa o texto de hoje: Mateus 16,13-20.
A revelação da missão (Cristo [Messias]) e filiação divina de Jesus (Filho de Deus vivo) constituem Simão Pedro na rocha sobre a qual Jesus edificará sua Igreja, uma rocha que nenhuma força do mal conseguirá abater. Sua confissão de fé expressa o sentir da Igreja inteira; sua fé é clara e inequívoca.
Vale destacar que esta cena se apresenta em contraste com dois relatos prévios, nos quais os fariseus e saduceus, representantes da reta doutrina do Judaismo: são repreendidos por Jesus por pedir um sinal para crer (16,1-4) – Ele não lhes dá um sinal distinto da sua pessoa); são postos como exemplo da atitude e doutrina que não deve ser seguida (16,5-12) – Pedro, ao contrário, é o modelo do crente.
- O texto
A estrutura da passagem é a seguinte:
- Uma introdução narrativa: (v.13ª)
- Um diálogo: (vv.13b-19)
- Jesus: faz uma primeira pergunta (16,13b): Que dizem os outros sobre mim?
- Os discípulos: respondem com quatro distinções (16,14);
- Jesus: faz uma segunda pergunta (16,15): Que dizem vocês?
- Simão Pedro: responde (16,16) pronunciando dois títulos de Jesus.
- Jesus: dirige uma bem-aventurança a Pedro (v.17) e define sua nova identidade e missão (vv.18-19; notar verbos no futuro: edificarei, prevalecerão, darei, será atado, será desatado);
(3) Uma conclusão narrativa: (v.20).
Como se pode notar, o centro do texto é o diálogo, no qual tudo se focaliza, finalmente, no “cara a cara” entre Jesus e Pedro. É curioso que o número “três” se repita varias vezes. Vale destacar:
- no diálogo, Jesus fala três vezes (16,13;16,15;16,17-19);
- nas palavras finais de Jesus a Pedro, vemos que há três frases, e cada uma contém três partes: enuncia-se um tema e, em seguida, aprofunda-se em duas linhas que se contrapõem (paralelismo antitético, como dizemos tecnicamente).
- Aprofundando o texto
Centremos nossa leitura nesse momento “focal” do cara a cara de Jesus e Pedro:
- Simão disse a Jesus: “Tú és…”
Depois que o repassam as diversas opiniões que o povo tem acerca dele (16,13-14), Jesus pergunta aos seus discípulos que opinião têm dele. Então Simão Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (16,16).
Nesta confissão de fé, o apóstolo reconhece a dupla relação que caracteriza Jesus, de modo inequívoco:
- Com relação ao povo, Jesus é o Cristo (Messias): isto é, o único, o último e definitivo rei e pastor do povo de Israel, enviado por Deus para dar a este povo e a toda a humanidade a plenitude de vida (como se viu na multiplicação dos pães e os outros milagres).
- Com relação a Deus, Jesus é seu Filho: isto é, vive em uma relação única, singular com Deus, caracterizada pelo conhecimento recíproco, a igualdade e a comunhão de amor entre o Pai e entre eles (ver Mateus 11,27; ver a Lectio que apresentamos no domingo respectivo).
O Deus que revela Jesus é identificado como o “Deus vivente”. Com isto se quer dizer que se trata do único Deus, o verdadeiro e real, o que é vida em si mesmo, o que criou tudo e que seu imenso poder vence a morte.
Porém, isto que Pedro disse de Deus tem que ver, diretamente, com Jesus Cristo. Quer dizer: Jesus Cristo é o único Messias que, profundamente ligado ao poder vital mesmo, ou seja, ao Deus vivente, está em capacidade de conceder à humanidade o bem estar verdadeiro, o crescimento integral e harmônico e a plenitude da existência.
Este dom da vida Jesus o comunicará mediante sua doação no caminho da cruz (por isso a tensão que cria o versículo final desta passagem: o silêncio-expectativa até a revelação final do messianismo e da filiação divina de Jesus na crucificação).
- Jesus disse a Simão: “Tu és…”
Uma vez que Pedro confessa a fé, Jesus se detém em um belísimo diálogo com ele.
Notemos que Jesus:
- Dirige-se a ele com nome próprio e com seu patronímico (nome do pai) para indicar:
- Sua plena realidade humana: “Simão”
- Sua origem e sua história: “Filho de Jonas”
- Revela-lhe o dom extraordinário que fez possível esta confissão: o Pai celestial o deu este conhecimento (ver 11,27;17,5) que não se pode alcançar unicamente por meios humanos. Simão não só foi chamado por Jesus, mas também foi privilegiado pelo Pai, por isso tem todos os motivos para ser “Bem aventurado”, quer dizer, “Feliz”.
- Dá-lhe novo nome. Ao “Tu és” dito por Simão, Jesus o responde com outro “Tu és” revelando sua nova identidade: “Tu és Pedro”, (=“Pedra”). Este termo no aparecia antes em nenhuma parte como nome de pessoa é uma nova criação de Jesus. Para Simão começa uma nova vida.
- Jesus o dá uma nova tarefa. Com a nova existência, Jesus o dá uma nova responsabilidade (como ocorre em Gn 17,5.15; Nm 13,16; 2 Re 24,17).
Com três imagens Jesus descreve a nova tarefa do apóstolo:
- A Pedra
Uma pedra sobre a qual Jesus edificará sua Igreja. Esta é apresentada como a comunidade dos que expressam a mesma confissão de fé de Pedro.
Pedro deve, então, dar consistência e firmeza a esta comunidade de fé. Por sua parte, Jesus promete à comunidade – a casa edificada sobre ela – uma duração perene e uma grande solidez (ver a profecia de Samuel: 2 Sm 7,1-17.
- As Chaves
Não significam que Pedro seja nomeado porteiro do céu, mas o administrador que representa o dono da casa ante os demais e que atua por delegação sua. A imagem está tomada de Isaias 22,15-25, onde se descreve a nomeação de Eliakim como primeiro ministro do rei Ezequias de Judá. A imagem reforça que Jesus segue sendo o “Senhor da Igreja”.
- O Atar e o Desatar
É uma imagem que indica a autoridade de seu ensino (ver o contrário em Mt 16,12). Pedro deve dizer que se permite e o que não se permite na comunidade; ele tem a tarefa de acolher ou excluir dela.
O ponto de referência de seu ensinamento é a própria doutrina de Jesus; por exemplo, no Sermão do Monte Jesus estabelece o procedimento necessário para entrar no céu (ver 5,20;7,21). Por isto, ainda que sua referência constante seja a Palavra de Jesus, o ensinamento de Pedro tem valor vinculante. Com suas palavras a Pedro, Jesus se declara uma vez mais como o Senhor da Igreja.
Jesus é o seu pastor e nunca a abandona, mas a dá uma direção com autoridade. Na Igreja tudo provém de Jesus e aponta para Ele. É certo que quem edifica a Igreja é Jesus, Ele é o fundamento, a pedra angular. Pedro deve fazer visível este fundamento e esta pedra, sendo sinal de unidade e de comunhão entre todos os discípulos que confessam a mesma fé. Com razão dizia Santo Ambrósio: “Ubi Petrus, Ibi Ecclesia”, quer dizer, “aonde está Pedro, ali está a Igreja”.
- Conclusão
Saber dizer “Minha Igreja”
Como soam em nossos ouvidos as palavras do Mestre: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”? Jesus disse “minha Igreja”, em singular, não “minhas Igrejas”. Ele pensou e desejou uma só Igreja, não uma multiplicidade de Igrejas independentes, ou pior, em conflito entre elas.
“Minha”, além de ser singular, é um adjetivo possessivo. Jesus reconhece, pois, a Igreja como “sua”; disse “minha Igreja” como quem diz “minha esposa”, ou dizemos “meu corpo”. Identifica-se com ela, não se envergonha dela. Sobre os lábios de Jesus, a expressão “minha Igreja” soa de modo idêntico.
Nas palavras de Jesus, vemos um forte chamado a todos os discípulos a reconciliar-se com a Igreja. Renegar a Igreja é renegar a própria mãe. “Não pode ter a Deus por Pai – dizia São Cipriano – quem não tem à Igreja por Mãe”.
Um bom fruto deste ensinamento de hoje seria que aprendêssemos a dizer, também nós, os membros da Igreja católica à qual pertencemos: “Minha Igreja!”.
- Aprofundemos com os nossos pais na fé
Papa Bento XVI – Audiência geral de 07.VI.06
“Pedro, a rocha sobre a qual Cristo fundou a Igreja”
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.[…] Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus,
e tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos Céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16,18-19). As três metáforas às quais Jesus recorre são muito claras: Pedro será o fundamento, a rocha sobre o qual se apoiará o edifício da Igreja; ele terá as chaves do reino dos céus, para abrir ou fechar a quem melhor julgar; por fim, poderá ligar ou desligar, no sentido em que poderá estabelecer ou proibir o que considerar necessário para a vida da Igreja, que é e permanece a Igreja de Cristo. […] Esta posição de preeminência que Jesus decidiu conferir a Pedro verifica-se também depois da ressurreição (Mc 16,7; Jo 20,2.4-6). […] Pedro será, entre os Apóstolos, a primeira testemunha de uma aparição do Ressuscitado (Lc 24,34;1Cor 15,5). Este seu papel realçado com decisão (Jo 20,3-10), marca a continuidade entre a preeminência obtida no grupo apostólico e a preeminência que continuará a ter na comunidade que nasceu depois dos acontecimentos pascais.[…] Vários textos-chave relativos a Pedro podem ser relacionados com o contexto da Última Ceia, no decurso da qual Cristo confere a Pedro o ministério de confirmar os seus irmãos (Lc 22,31ss). […] Esta contextualização do primado de Pedro na Última Ceia, no momento da instituição da Eucaristia, Páscoa do Senhor, indica também o sentido último deste primado. Pedro deve ser, para todos os tempos, o guardião da comunhão com Cristo; deve conduzir à comunhão com Cristo; deve preocupar-se por que a rede não se rompa (Jo 21,11), para que possa perdurar a comunhão universal. Só juntos podemos estar com Cristo, que é o Senhor de todos. responsabilidade de Pedro é, pois, a de garantir a comunhão com Cristo pela caridade de Cristo, conduzindo à realização desta caridade na vida de todos os dias. Rezemos para que o primado de Pedro, confiado a pobres pessoas humanas, possa ser sempre exercido neste sentido originário querido pelo Senhor e para que, desse modo, seu verdadeiro significado possa ser cada vez mais reconhecido pelos irmãos que ainda não estão em plena comunhão conosco.
- Cultivemos a semente da Palavra na vida
- Como expresso minha fé em Jesus, com que termos?
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As palavras de Pedro expressam o que pessoalmente estou vivendo de Jesus?
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- Que poderia fazer para que a pessoa de Jesus esteja sempre no centro de minha vida?
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- Que papel tem Pedro na Igreja de Jesus?
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Que atitude deve tomar a comunidade com respeito a Ele?
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- Como o texto me ajuda a descobrir em minha vida de “crente” no Cristo e Filho de Deus vivente?
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- (Para as famílias) Como educamos nossos filhos para que confessem a sua fé publicamente e a demonstrem com seu estilo de vida?
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Autor: Pe. Fidel Oñoro, cjm

