4° Domingo do Tempo Comum (Estudo Bíblico ano A)
Mateus 5,1-12ª
Introdução
É verdade que, como lemos na frase de Santo Agostinho, todo homem se identifica com a proposta do “ser felizes”, pois se trata de um anseio universal. Porém, também é verdade que quando escutamos esta proposta na boca de Jesus há algo novo: nossa vocação à bem-aventurança tem um fundamento, um caminho e uma realização que não têm paralelo com nenhuna das propostas que nos pode fazer a sociedade.
Permitamo-nos trazer à tona um célebre pensamento de Karl Rahner:
“O significado do homem não aparece no significado e na felicidade deste mundo, mas na experiência do risco e da confiança cega que não tem verdadeiramente nenhum apoio suficiente nos êxitos deste mundo… Os homens espirituais e os santos têm adquirido este gosto de viver que aparece ante os outros homens como negligenciável… Daí sua curiosa vida, sua pobreza, seu desejo de humildade, sua espera impaciente da morte, sua disposição para o sofrimento, seu desejo secreto de martírio… Não é que eles não estejam dispostos a aterrizar na banalidade do cotidiano… Não é que ignorem que nós não somos anjos… mas que eles sabem que o homem… deve verdadeiramente viver entre Deus e o mundo, entre o tempo e a eternidade e esta na existência real” (“Vivre et croire aujourd‟hui”, Paris 1967)
Com esta motivação entremos na leitura das Bem-aventuranças no evangelho de Mateus (5,1-12) que a liturgia nos propõe para este domingo, onde Jesus apresenta o perfil de um discípulo seu.
Leiamos devagar o texto
1. O texto em seu contexto
Uma vez que lemos nos domingos anteriores os relatos de infância de Jesus (Mt 1-2), o relato do Batismo de Jesus (3,13-17), os traços mais importantes da atividade missionária de Jesus (4,12-23), sumergimos agora no primeiro grande discurso de Jesus: o Sermão da Montanha (Mt 5-7).
1.1. A aprendizagem dos ensinamentos de Jesus: os cinco grandes discursos do Mestre
Visto que o “discípulo” é o que aprende a pôr em prática os mandamentos de Jesus (ver Mt 28,20ª), o primeiro que tem que fazer é ter contato com os grandes ensinamentos de seu Mestre.
Essa parece ser a razão pela qual Mateus agrupa todos os ensinamentos fundamentais de Jesus – que nos outros evangelhos aparecem dispersos em outros lugares – em cinco grandes discursos:
(1) Discurso sobre a identidade do discípulo, mais conhecido como “Sermão da Montanha” (Mt 5-7);
(2) Discurso sobre o exercício da Missão (Mt 10);
(3) Discurso sobre o discernimento cristão, também conhecido como “das Parábolas” (Mt 13,1-53);
(4) Discurso sobre a vida em comunidade, chamado igualmente “Discurso eclesiástico” (Mt 18);
(5) Discurso sobre o fim dos tempos ou “Discurso escatológico” (Mt 24-25).
Todos estes discursos correspondem a um programa que bem poderia chamar-se “a aprendizagem vital da Palavra de Jesus”. Caracterizam-se porque além de dar os grandes princípios de vida, ensinam a pô-los em prática. De fato, o problema não é só saber o que Jesus quer que “faça”, mas “como fazer”.
1.2. O primeiro grande discurso: o Sermão da Montanha
Este sermão responde à pergunta: Qual o “fazer” distintivo de um discípulo do Reino? Esta pergunta poderia especificar-se ainda mais: Que acontece no coração daquele que se faz discípulo de Jesus? Em que consiste a novidade de vida? Quais os pontos distintivos? Jesus responde com um ensinamento bem organizado e concreto, que indica o “mapa” da vida cristã partindo de seus ângulos fundamentais. O eixo central está nesta frase dita por Jesus: “Buscai primeiro o Reino e sua Justiça” (6,33).
Convidamos a ler, desde já, todo o Sermão (Mateus 5-7) para sentir a força dos ensinamentos e também a lógica que une cada uma de suas partes.
Este é um discurso que fala ao coração de uma forma contundente, porém também encantadora. O perfil do discípulo está ai e dá vontade de encarná-lo. Em boa parte soa como norma, porém, o mais importante é que se trata do próprio bater do coração de Jesus que se inpregna no do discípulo.
Como iremos notando na leitura de Mateus neste ano, o coração novo do discípulo se distingue por sua maneira de manter as relações. Trata-se da aprendizagem da relacionalidade típica do “Reino”, ou seja, (1) com os irmãos (Mt 5,17-48); (2) com Deus Pai (Mt 6,1-18); nas quais media (3) o justo uso dos bens da terra (Mt 6,19-34). Alguns avisos complementares se agregam a este ensinamento (Mt 7,1-12). A plenitude da Lei de Deus está nesta proposta de Jesus (Mt 5,17 e 7,12).
O ensinamento central de Jesus sobre como “relacionar-se segundo o Reino” (Mt 5,17–7,12) está marcada pela bela introdução das “Bem-aventuranças” e “a missão do Bem-aventurado” (Mt 5,1-16); e a extensa conclusão sobre os elementos avaliadores para reconhecer se uma pessoa está ou não na esfera do Reino ( Mt 7,13-27).
1.3. O contexto imediato das Bem-aventuranças
O “Sermão da Montanha” abre-se com a proclamação das “bem-aventuranças”.
Recriemos, brevemente, o cenário: Em suas viagens missionárias, Jesus se há deparado com a dura realidade de seu povo, em todas as pessoas e nas diversas formas de seu sofrimento Ele as tem feito experimentar a Boa Nova do Reino (ver Mt 4,23-24). A multidão curada não volta para casa imediatamente, mas se deixa educar por Jesus na vida nova que para eles tem começado.
Isto é importante, porque, como afirma o evangelista, os que se hão visto curados por Jesus agora começam um caminho de discipulado: “E o seguiu uma grande multidão” (4,25; o termo “seguir” não é casual). Notemos a relação entre a cena de “cura” e o itinerário de formação que Jesus agora lhes oferece: a vida nova não somente se recebe como uma graça (indicada na cura), mas que há que “aprendê-la”; tem que “dar corpo” à vida nova, tem que dar estrutura à conversão; para isso é a instrução de Jesu
Frente a esta multidão (“Vendo a multidão…”, 5,1a), Jesus dá dois passos iniciais:
- “Subiu a montanha” (5,1b), o qual parece evocar a subida de Moisés ao Sinai para receber e proclamar a Lei de Deus (ver Ex 19,3; ainda que fique claro que as bem-aventuranças não são leis, mas valores). O evangelho terminará também com Jesus dando sua última instrução desde o alto de um monte na Galiléia (ver 28,16). Porém, no evangelho de Mateus, o “subir à montanha” também está relacionado com a oração: Jesus subia muitas vezes à montanha para encontrar-se com seu Pai (ver Mt 14,23; 17,1). Por isso, “subir à montanha é o permanecer constante de Jesus no coração do Pai, de onde tira o maravilhoso dom das bem-aventuranças” (Clemencia Rojas).
- “Sentou-se” (5,1c): Atitude própria de um Mestre que dá instruções ou ordens.
Ambos os termos nos mostram a autoridade com a qual Jesus vai falar e nos convidam a atender e acolher a revelação em qualidade de discípulos (“e seus discípulos se aproximaram”, 5,1d).
Os três planos que configuram o cenário da proclamação do primeiro grande sermão de Jesus (Jesus, os discípulos e a multidão) nos recordam a ocasião na qual Moisés sobe à montanha junto com os anciãos (Ex 24,1), enquanto ao pé da montanha permanece o povo.
Então se dar início ao ensinamento. No texto grego leemos literalmente: “E havendo aberto sua boca, os ensinava dizendo” (5,2).
A expressão “abrir a boca”, que equivale a “tomar a palavra”, nos remete à frase que Jesus disse ao tentador no deserto: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (4,4). Da “palavra que sai da boca” de Jesus, “vive” o discípulo. Isto vale, não só para este sermão, mas para todos os ensinamentos de Jesus. Este é o alimento que necessita o povo, só os milagres não bastam, é preciso explorar a beleza e apropriar-se da riqueza da vida do Reino (ver 4,24).
2. Uma leitura das Bem-aventuranças a partir de sua estrutura interna
Em cada uma das bem-aventuranças distinguem-se sempre três partes.
Tomemos como modelo a primeira: (1) a declaração “Bem-aventurados…”, que será repetida sempre no começo; (2) A situação ou a atitude que serve de base para a experiência: “…os pobres de espírito” (neste caso se trata de uma atitude); e (3) a causa da bem-aventurança: “…porque deles é o Reino dos Céus”.
- A declaração “Bem-aventurados”
Nove vezes se repete a palavra “Bem-aventurados”, porém as bem-aventuranças na realidade são oito, já que a nona é uma ampliação do que foi dito na oitava. A expressão descreve o novo estado no qual se encontra todo aquele que tem entrado no Reino de Deus: o estado de plenitude interna que comumente chamamos “felicidade”.
A bem-aventurança é a atmosfera da vida do Reino, um Reino que já está sendo experimentado: atenção com a expressão “deles é o Reino” (5,3 e 10). Por isso, a repetição, nove vezes do mesmo termo parece querer ajudar a uma tomada de consciência: “Porque você segue a Jesus, já tem todos os motivos para ser feliz; Olhe o que Deus está fazendo em sua vida!”.
Que estaria vivendo a multidão aquele dia, quando Jesus lhe pôs o espelho à frente e convidou a reconhecer seu novo estado de vida!
- As atitudes ou situações que paradoxalmente abrem as portas para a felicidade do Reino
As oito bem-aventuranças vão descrevendo, progressivamente, o rosto de um discípulo de Jesus e, se nos fixamos bem, notaremos que se trata do próprio rosto de Jesus:
| (1) A pobreza em Espírito (5,3) | Indica a abertura total a Deus e aos irmãos. O rico em espírito é auto-suficiente e orgulhoso (Ap 3,17). O Reino se recebe quando se reconhece a radical necessidade dele (o evangelho dá numerosos exemplos disso) |
| (2) A mansidão (5,4) | Descreve à pessoa que exerce o controle de si mesma em suas emoções e impulsos (Sl 37), que não pretende dominar nem controlar os outros; é a pessoa que sabe conviver. |
| (3) As lágrimas (5,5) | As lagrimas se refere ao estado de uma pessoa em processo de dor por sua própria desgraça ou a dos outros; geralmente se vive nas rupturas de relação (a morte, um pecado, etc.). De alguma maneira se refere à pobreza porque há um vazio que pede ser preenchido. |
| (4) A fome e a sede da justiça (5,6) | Fome e sede são duas necessidades vitais do homem que não admitem adiar a solução. Esta busca compulsiva do essencial para viver se estende às relações: recompor as relações deterioradas, quer dizer, a “justiça”. |
| (5) A pureza de coração (5,7) | Não se refere a uma espécie de inocência (que parece congênita em algumas pessoas), mas estado de pureza interior em que se acha todo aquele que foi purificado pelo sacrifício redentor de Jesus. Em um coração puro as motivações são distintas às dos demais: não tem cobiça, não se guarda rancor, se valoriza objetivamente, só se deseja o bem aos demais. |
| (6) A misericórdia (5,7) | No evangelho de Mateus o termo “misericórdia” está quase sempre associado ao de “perdão”. Porém há um ponto de vista mais amplo: onde quer que alguém sofra ali há que reconstruir – mediante uma acolhida efetiva – o tecido social deteriorado. |
| (7) O trabalho pela paz (5,9) | De novo nos encontramos no âmbito relacional, particularmente em ambiente conflituoso; em lugar de insistir no que pode desunir, pelo contrário se apoia sempre ao que pode manter e fazer crescer as boas relações: as próprias e as dos demais. |
| (8) A perseguição por causa da justiça (5,10-12) | A identificação com Jesus e o compromisso profético com seu Reino (ver todo o anterior) tem seu preço: leva a partilhar o destino doloroso do Mestre. A perseguição vem de diversos modos, mas a mais destacada é a difamação. Porém, apesar de toda a violência com que é ameaçado, o discípulo não responde com violência; é verdade que é uma vítima inocente, porém sua atitude é outra, a da resistência da alegria: não há alegria maior para um discípulo que o saber que se parece em tudo a seu Mestre Jesus. |
- O efeito, que é a bem-aventurança:
É importante que notemos que tal felicidade provém, não do ponto de partida (a pobreza, as lágrimas, a mansidão, etc.), mas do ponto de chegada, quer dizer, da obra de Deus Pai (“deles é o Reino”, “possuirão a terra”, “serão consolados”, etc.). Deus é a causa da alegria. Em outras palavras: se é feliz porque Deus está operando, graças à Boa Nova proclamada e realizada por Jesus.
Por isso na proclamação das bem-aventuranças Jesus está nos fazendo um belo anuncio sobre Deus Pai, o Deus do Reino, aquele a quem dizemos: “Pai… Venha teu Reino!” (Mt 6,10).
Relendo as Bem-aventuranças poderíamos dizer:
(a) Somos felizes porque Deus Pai nos oferece seu Reino, esse ocupar-se de nós, benévola e eficazmente, como
Pai e Pastor;
(b) Somos felizes porque Deus Pai nos dá-nos a herança da terra, a meta da comunidade fraterna e amorosa
para onde peregrinamos: senta-nos a sua mesa;
(c) Somos felizes porque em Deus Pai achamos consolação: cura de nossas dores mais profundas;
(d) Somos felizes porque em Deus Pai sacia nossa fome e sede: nele temos tudo.
(e) Somos felizes porque em Deus Pai nos abraça em sua misericórdia apesar de nossas debilidades e pecados.
(f) Somos felizes porque em Deus Pai nos deixa vê-lo cara a cara graças a “purificação” que recebemos no
Sangue de seu Filho;
(g) Somos felizes porque em Deus Pai nos reconhece como filhos seus em seu Filho Jesus, porque somos
parecidos a Ele, isto é, reconciliadores.
(h) Somos felizes porque em Deus Pai nos reconhece como realizadores do Reino junto com Jesus quando
vamos, como Ele, até as últimas consequências da opção e da missão.
3. Aprofundemos nas duas primeiras bem-aventuranças
Não se deve ler às pressas as Bem-aventuranças. Cada uma das bem-aventuranças é uma bela escola de discipulado. A maneira de exemplo, detenhamo-nos nas duas primeiras.
- A primeira bem-aventurança: Aprender o espírito de pobre (5,3)
“Bemaventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (5,3)
Os primeiros a quem Jesus dirige suas bem-aventuranças são os pobres. Se temos em conta a situação social dos tempos de Jesus não nos deveria estranhar do anuncio da boa noticia do reino dos céus começasse com eles, com o anuncio da mudança de sua situação graças à ação poderosa de Deus. Esta boa noticia havia sido prometida pelas antigas profecias:
“Os humildes e os pobres buscam água, porém não há nada. A língua secou de sede. Eu, Iahweh, lhes responderei. Eu, Deus de Israel, não lós desampararei” (Is 41,17).
Quem são estes “pobres”?
No Evangelho de Lucas se fala dos pobres em contraposição aos ricos (ver Lc 6,20 e 24), sendo uma referencia aos pobres “materialmente” falando, porém ao contrário em Mateus a noção de pobreza parece ser mais profunda, de fato disse, “pobres em espírito”.
Segundo o evangelho de Mateus (ver 19,21 e 26,9.11) “pobre” é aquele que foi abatido pela vida, o que sabe, por experiência, que sair adiante das dificuldades da vida não é possível por si mesmo, mas que necessita de um apoio.
Portanto, mais que uma situação (a carência de bens materiais), Mateus está indicando uma atitude: pobre é o que reconhece seus pecados e sabe que não pode exigir nada de Deus. Pobre é o que está atento, pronto para agarrar o que se lhe estende. O pobre sabe que a salvação vem pela mão de outro.
Sua atitude é oposta à do “rico de coração”: aquele que está “cheio” de riquezas, de saber, de piedade e de boas obras. Aquele que não espera nada de ninguém, o auto-suficiente, que está seguro de suas conquistas e crê ter ganhado já a vida futura. Para ele o reino é um peso e não um dom.
“Pobre em espírito”. Este termo também nós poderíamos definir como espírito de pobreza: abertamente, saber e reconhecer que sem Deus e os outros nossa vida seria caduca e padeceríamos da maior das limitações.
Jesus é o modelo da bem-aventurança
Jesus é o modelo do “pobre em espírito” porque passou toda sua existência terrena com os olhos postos em Deus Pai, pondo só nele sua segurança e sua esperança. Sendo capaz de exalar seu último suspiro com uma oração de entrega confiada nos braços do Pai.
Esta bem-aventurança se realiza plenamente então na cena da Cruz: no abandono total nos braços do Pai.
Jesus havia ensinado isto aos seus discípulos. É uma atitude fundamental do discipulado, condição para o seguimento é a profunda liberdade ante os bens da terra. Como propôs Jesus ao jovem rico (Mt 19,21).
Em conclusão
O verdadeiro pobre, então, é o que sabe dar e receber, elemento fundamental da construção de uma comunidade, mediante a complementariedade de dons e carismas e o compartilhar de bens.
Um exemplo concreto de “pobre” no evangelho é a criança, que necessita de seus pais (de seu amor), de sua atenção, de seu tempo e de suas orientações para poder integrar sua personalidade e construir um projeto de vida sólido. Assim somos, também, nós, ante Deus, que é o único que pode dar-lhe o suporte, a orientação, o sentido fundamental a nossa existência, por isso Jesus disse se não vos converterdes e vos tornardes como crianças não entrareis no reino dos céus (Mt 18,3).
3.2. A segunda bem-aventurança: Aprender a “mansidão” (5,4)
“Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão em herança a terra”
Quem é o “manso”?
Segundo o Salmo 37 (de onde foi tirada esta bem-aventurança, ver o v.11), “mansa” é aquela pessoa que sabe se autocontrolar. Não é tanto aquele que por natureza é bondoso ou não reage frente às agressões (o que chamamos um “bobo”). Pelo contrario o manso é uma pessoa por natureza impulsiva que tem aprendido em Deus a pôr em ordem seus impulsos e sentimentos. O contrario do manso é “o malvado” que descarrega sua violência com palavras e ações.
Poderíamos dizer que “manso” é quem cumpre estas seis condições:
- Quando alguém não abusa do poder: não rebaixa as outras pessoas nem tenta monopolizá-las
para si ou submetê-las;
- Quando não impõe à força os próprios interesses ou pontos de vista;
- Quando sabe controlar-se nas emoções, tendências e desejos;
- Quando alguém sabe manejar situações de conflito, sobretudo quando a vítima é ele mesmo;
- Quando alguém sabe dar ao outro espaço para que possa respirar e viver;
- Quando se reconhece o outro, sendo capaz de ver antes de tudo seus valores.
Jesus é o modelo da bem-aventurança
Jesus é modelo de mansidão. Ele mesmo se apresentou como um Mestre manso e humilde coração (11,29). E também como o rei manso que entra triunfalmente em Jerusalém (21,5-11).
Enfim…
O manso é bem-aventurado, sobretudo por ser um homem livre e por ter assimilado o estilo de vida de Jesus. Ele mesmo disse que os mansos herdarão a terra, isto é, o espaço no qual se realiza em projeto do povo de Deus: a comunidade solidaria e fraterna. Só os mansos podem formar verdadeira família e comunidade.
Muitos conflitos familiares e comunitários estão relacionados com a pouca atenção a esta segunda bem-aventurança.
4. Cultivemos a semente da Palavra no profundo do coração
- Sobre que fio condutor se tece o evangelho segundo são Mateus? É importante que o leiamos hoje?
- Considero-me uma pessoa “feliz”? De onde provem esta felicidade?
- Que caminhos Jesus me propõe?
- No núcleo da proclamação do Reino está o conhecimento do rosto bendito de Deus Pai?
- Que experiência de Deus Pai Jesus me convida a viver?
Autor: Pe. Fidel Oñoro, cjm – Centro Bíblico del CELAM

