Estudo Semanal de 21 a 26 de maio

Segunda–feira

Marcos 9,14-29

CONTEMPLAR O PODER DE JESUS.

“Eu te ordeno, sai dele!”

 

Jesus e três de seus discípulos acabam de ter uma experiência forte no monte e agora descem à planície. Apenas descem vêem os outros discípulos rodeados pela multidão.

 

A multidão se surpreende ao ver Jesus. Poderíamos pensar que no rosto de Jesus ainda havia centelha da transfiguração e, por isso, se surpreendem. Jesus se interessa pelo que acontece e pergunta: “Que discutis com eles?” (v.16).

 

Um pai que sofre a dor do filho enfermo, provavelmente epiléptico, responde: “Mestre, te trouxe meu filho que tem um espírito mudo e onde quer que se apodera dele o derruba, o faz espumar, ranger os dentes e o deixa rígido” (vv.17-18).

 

Foi uma descrição muito detalhada da situação. Não encontrando Jesus, o pai recorreu aos discípulos, porém eles “Não puderam” curá-lo (v.18).

 

Novamente Jesus ressalta a falta de fé e se sente desanimado e cansado com essa atitude. É a falta de fé dos discípulos, é a fé diminuta do pai. Jesus então manda trazer o filho. Dá-se, então, um novo encontro entre as forças do mal, que se fazem sentir.

 

Este encontro não é tão pacífico. De fato, o espírito agita violentamente o jovem até derrubá-lo. Jesus se dirige ao pai da do jovem e lhe faz uma pergunta: “Quanto tempo faz que vem lhe acontecendo isto?” (v.21).

 

Toda situação de mal tem uma história. O pai responde que isto lhe acontece desde menino e acrescenta um elemento a mais, ao dizer que esse espírito trata de eliminá-lo por todos os meios, lançando-o ora ao fogo e ora na água. O pai então, com voz suplicante acrescenta: “se algo podes, ajuda-nos, compadece-te  de nós” (v.22).

 

Ao dizer ajuda-nos, compadece-te de nós”, o pai põe de manifesto, não só sua dor, mas a de toda sua família. Jesus, então, pronuncia duas frases que, diríamos, são o núcleo do texto: “Que é isso de se podes?”  e “Tudo é possível para o que crê”.

 

O mais importante nesta cura não é o poder de Deus, mas a fé que tenhamos, nós, no poder de Deus. O pai ao dizer “se algo podes”, deixa entrever sua fé titubeante.

 

Esta frase não é nada comparável com a bela frase que disse o leproso quando lhe pediu a cura a Jesus. “Se queres, podes purificar-me” (1,40). Sei que Ele podia, mas o importante era seu querer e a ele submeter-se. Sabemos que Jesus lhe contestou: “Quero, fica purificado”.

 

No relato de hoje, ao contrário, o pai duvida. Porém, o homem, reconhece que lhe falta fé e pronuncia uma frase muito bela: “Creio, ajuda a minha pouca fé” (v.24).

 

Há quem traduza assim: “Eu creio, porém duvido”. Como se nessa frase estivesse contida toda nossa frágil experiência de fé. Quanto à fé, sempre é necessário que Deus nos dê uma mão.

 

Este homem havia sofrido muito. As muitas orações que, sem duvida, havia feito ele, somadas à tentativa falida dos discípulos, tudo isto havia debilitado sua fé. Entretanto a multidão afluia. Jesus então “conjurou ao espírito imundo dizendo-lhe: Sai e não entres mais nele! (v.25).

 

Soa raro que Jesus, a este espírito, o defina primeiro como imundo e logo como mudo e surdo. O pior que pode acontecer a uma pessoa, é ficar incomunicável, não poder expressar-se, não poder escutar o que outros dizem e se fechar em si mesma. Jesus ordena firmemente ao espírito que deixe o jovem e disse uma frase que deve ter alegrado muito ao Pai: E não entres mais nele” (v.25).

 

Pelo resto de sua vida, este jovem,  e com ele toda sua família, se veria livre deste tenebroso espírito do mal.O último show do espírito foi sacudir violentamente o jovem, que ficou como morto. Jesus, então, se aproxima, o toma pela mão, o levanta e o jovem se põe em pé. Estava totalmente curado.

 

Tudo não termina ali. Os discípulos se interrogam por que eles não puderam fazer o exorcismo. Jesus então lhes questiona, fortemente, sua vida de oração ao dizer-lhes: “Esta classe, com nada pode ser sair, senão com a oração” (v.29)

 

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

 

  • Que quer dizer Jesus com a expressão: “Esta classe com nada pode sair, senão com a oração”
  • De que forma as situações de morte ou de pecado que tenho vivido me hão impedido a comunicação com Deus e com os demais?
  • Como é minha fé ante as coisas que peço a Deus? Que devo mudar a respeito?

 

 

 

 

TERÇA-FEIRA

Marcos 9,30-37

ESCUTAR OS ENSINAMENTOS DE JESUS

“Ia ensinando aos seus discípulos” 

 

O evangelho de hoje tem duas partes bem definidas:

  1. O segundo anúncio da paixão;
  2. A discussão sobre quem é o maior.

 

Jesus ia com seus discípulos pela Galiléia um pouco escondido, como nos diz o texto. “Ele não queria que se soubesse” (v.30).

 

Marcos nos diz que o motivo deste querer passar despercebido é o fato de que ia ensinando a seus discípulos. Estava concentrado neles. Qual era o tema dessa lição?

 

De novo o anúncio de sua paixão. Neste anúncio há três palavras chaves que descrevem um processo:

  • Será entregue;
  • O matarão;
  • Ressuscitará.

 

Ante este novo anúncio de Jesus, aos discípulos tampouco ficou muito claro, porém se abstiveram de fazer perguntas, seguramente recordaram que Pedro não havia se saído muito bem quando quis ir um pouco mais fundo. Por isto ficaram todos calados.

 

Se vê que durante o trajeto, em algum momento Jesus e os discípulos caminharam separados, porque ao chegar a Cafarnaum e entrar em casa, Jesus  perguntou-lhes de que discutiam no caminho.

 

Eles novamente calaram. Enquanto Jesus os anunciava sua paixão, morte e ressurreição, eles haviam estado discutindo, qual deles seria o maior. Seguramente haviam saído a tona alguns nomes: Acaso Pedro, João, Tiago. De todos os modos eles estavam em outra realidade.

 

Jesus então os chamou para perto dele e os clareou sobre a maneira de constituir-se nos primeiros. Como? Que absurdo Jesus diz: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servidor de todos (v.35).

 

É fácil pensar que os doze não entenderam nada. Aparentemente trata-se de uma perfeita contradição. Como é isso que para ser o primeiro se deve ser o último?

 

Quando se pretende ser o primeiro, simplesmente por ser o primeiro, só se pensa no poder, no domínio, no querer sobressair. Em troca, quando se pretende ser o primeiro segundo Jesus, o primeiro que se pensa é servir, passar despercebidos, e até desaparecer. Em uma palavra, ser o último.

 

Há uma palavra que radicaliza as posições. Jesus não diz que quem quiser ser o primeiro se faça entre os últimos, porque se poderia ser também o ‘primeiro entre os últimos’. Jesus disse: “Seja o último de todos (v.35). O mesmo sucede com o fazer-se servidor, não só de seus amigos ou dos de sua casa, mas de todos.

 

Por que Jesus, como gesto significativo chama a si um menino e o põe de exemplo? O menino hoje e sempre foi a parte mais frágil e vulnerável da sociedade e com frequência o vemos nos noticiários.

 

No tempo de Jesus não só era frágil e vulnerável, mas que, além disso, não era tido em conta, nem sequer como número para dizer que havia uma pessoa a mais (o mesmo sucedia com as mulheres).

 

É a esta classe de pessoas mais desprotegidas e esquecidas a quem devemos acolher, sendo conscientes de que acolhemos ao próprio Jesus, e por último, como Jesus Cristo mesmo disse, acolhemos àquele que o enviou: ao Pai.

 

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

 

  1. Quais são as atitudes que Jesus destaca no evangelho de hoje para poder estar entre os primeiros?
  2. Alguma vez em tua vida aspiraste a postos ou a cargos superiores? Quais foram as verdadeiras motivações? (dinheiro, prestígio, segurança, serviço)
  3. Como é minha atitude de serviço? Sirvo a todos ou só a uns?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUARTA-FEIRA

Mateus 16,13-19

DEIXEMO-NOS INTERROGAR POR JESUS.

“Feliz tu, Simão filho de Jonas, pois não foi a carne nem o sangue que te revelou isto…”

 

A celebração da Cátedra de São Pedro neste dia dá à liturgia a ocasião para colocar-nos ante a Pessoa de Jesus e seu Mistério.

 

Mateus nos narra hoje a profissão de fé de Pedro com mais detalhes que os outros sinóticos, no qual se refere à Pessoa de Jesus e ao discípulo que acolhe seu mistério.

 

O lugar concreto onde Jesus é reconhecido pelos seus é precisamente Cesárea de Filipe, o lugar talvez mais afastado de Jerusalém e reconhecido abertamente como região pagã. Até este momento no Evangelho, foram os outros que, continuamente, se puseram interrogantes sobre a Pessoa de Jesus:

“Quem é este a quem o vento e o mar obedecem?” (Mt 8,27);

“Quem é este que até perdoa pecados?” (Mc 2,7; ver Mt 9,3).

 

Porém, agora é Jesus mesmo quem interroga sobre si, aos discípulos, para fazer brotar a resposta da fé. A fé começa justamente, quando deixamos de questionar ao Senhor e permitimos que seja Ele mesmo a nos questionar. Nossa resposta será, então, a expressão viva de nossa fé.

 

  1. Entrando no mistério do Mestre

 

Jesus interroga aos discípulos, pedagogicamente, em dois momentos sucessivos.

 

Primeira pergunta: “Quem dizem os homens ser o filho do homem?” (16,13)

 

“Filho do homem” é o titulo que, mais frequentemente, Jesus aplica a si mesmo. Jesus prefere mais este titulo que o de Messias, porque está mais relacionado com a figura do “servo de Iahweh” que será rejeitado e humilhado, porém, finalmente, triunfará.

 

Com esta pergunta indireta Jesus dá a seus discípulos a oportunidade de expressar tudo o que ouviram sobre Ele no falar comum, numa resposta genérica que não lhes compromete. “Eles disseram: uns, que é João Batista, outros, que é Elias, outros, que é Jeremias ou alguns dos profetas” (7,14).

 

As atitudes de Jesus, acompanhadas por sinais, suas denuncias ante as autoridades religiosas e a rejeição a sua Pessoa e a sua mensagem, deram motivos suficientes para que a multidão o considere como um profeta. Jesus, que parece não prestar atenção a esta resposta, vai diretamente ao assunto:

 

Segunda pergunta: “E vocês, quem dizeis que eu sou?(16,15)

 

Com estas palavras Jesus aplica a si mesmo o título de “Filho do homem” e os interpela diretamente: “Porém, vocês”. Vocês que escutam a minha palavra. Vocês, que creram em mim e que vivem comigo. Vocês, que são minha comunidade, que dizem de mim?

 

Pedro, responde em nome de todos. Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (16). A profissão de fé de Pedro é a profissão de nossa fé cristã. Jesus é o Cristo, o único Cristo, o Filho de Deus, o Filho amado do Pai, enviado ao mundo para que nele tenhamos a vida (ver Jo 3,16). Pedro foi, neste momento, admitido para participar da intimidade de Deus.

 

  1. Entrando no mistério do discípulo

 

Após a resposta de Pedro, Jesus revela que esta não provém da lógica ou da compreensão humana; é uma resposta inspirada no coração pelo Pai: Bem-aventurado és tu, Simão filho de Jonas por que não foi a carne nem o sangre que te revelou isto, mas meu Pai que esta nos céus(16,17).

 

Pedro foi o primeiro a receber a revelação do mistério escondido aos sábios e aos inteligentes (11,25-27). Se bem que, depois terá que reconhecer que Jesus não era o Cristo que ele pensava. E terá que aceitar, apesar de sua resistência, que Ele se revela como tal, justamente, no que menos esperava: a morte e morte de cruz.

 

Nisto podemos compreender porque Jesus pediu aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era Cristo. Esta Palavra tão questionante nos ajuda a verificar, profundamente, a qualidade de nossa relação com Jesus, nossa acolhida de seu Mistério e nossa resposta.

 

Cultivemos a semente da Palavra no coração.

 

  • Quais são os dois momentos sucessivos nos quais Jesus interroga a seus discípulos?
  • No meio em que vivo como é considerada a figura de Jesus? Que fazemos para conhecê-lo melhor?
  • De que forma compartilho com os demais o passar de Jesus por minha vida?

Mais sobre a Transfiguração de Jesus: “Sua meta principal era neutralizar no coração de seus discípulos o escândalo da Cruz e impedir, pela revelação da excelência de sua dignidade oculta, que a fé deles fosse perturbada pelas humilhações de sua Paixão voluntaria” (São Leão Magno, “Sermón 51”)

 

 

 

 

 

 

QUINTA-FEIRA

Marcos 9,41-50

Cortar o mal pela raiz.

 “Se tua mão te é ocasião de pecado, corta-a!”

 

Marcos continua apresentando-nos Jesus Mestre que ensina a seus discípulos.

 

O texto de hoje no v. 4 nos recorda que todo o bem que façamos aos demais, por causa de Jesus, não ficará esquecido e sem recompensa, ainda que seja o menor como seria dar um copo d’água.

 

Em seguida, Jesus se detém em uma lição, digamos assim, de prevenção. Quer dizer, o que se deve fazer para evitar, neste caso, o escândalo. Como evitar que minhas atitudes e comportamentos sejam ocasião de escândalo para os demais, e Jesus nisto é muito radical.

 

O primeiro versículo é forte: “Ao que escandalize um destes pequeninos que crêem, melhor seria que lhe prendessem ao pescoço uma dessas pedras de moinho que os jumentos movem e o atirassem ao mar” (v.42).

 

Como diríamos hoje? Mais ou menos assim: “ao que escandaliza é melhor que desapareça, que morra”. “O que não cuida e ajuda o outro a crescer na fé, por menor que seja, é melhor que morra”.

 

Jesus nos leva, com uma pedagogia muito sábia, a fazermos um exame de consciência sobre a maneira de erradicar as possibilidades que temos de escandalizar a outros.

 

Ao falar de três partes concretas do corpo (mão, pé e olho), nos está alertando sobre atitudes, comportamentos que podem ser ocasião de escândalo para os demais.

 

Refere-se, concretamente a:

  • Mão O fazer
  • – O dirigir-me a…
  • Olho – O ver.

 

Notemos que todos estes elementos são duplos, ficando ainda a possibilidade de fazer o bem com o que nos resta. Vejamos por partes.

 

Jesus começa com a mão

 

Aquilo que faço contra os outros. Ele não diz: Se a mão te leva ao mal deixa-a quieta. Não! Há que arrancar o mal pela raiz e por isso diz que o melhor é cortá-la. É forte, porém, Jesus sabe que se não se elimina totalmente a ocasião de pecado, sempre estaremos dispostos a cair novamente n’ele.

 

Passa logo ao pé

 

Quer dizer, aqueles lugares que freqüentas, aqueles planos ou projetos que fermentas dentro de ti e que não te darão vida nem darão vida aos demais. Aqueles processos que realizas, não propriamente para o bem. Aqui também é necessário cortar pela raiz antes que aconteçam coisas piores.

 

E passa ao olho

 

Aquilo que vês. Ou se pensamos um pouco mais profundo, não só aquilo que vês, mas sim como o vê. Tuas opiniões, tua apreciação dos demais, teus critérios e juízos.

 

Isto nos leva a rever profundamente nossas atitudes e nossa capacidade de erradicar tudo aquilo que seja ocasião de pecado. É preferível que o Reino dos céus esteja cheio de mancos, coxos, aleijados e não que a Geena esteja cheia de pessoas completas que não tenham feito o bem.

 

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

 

  • Por que Jesus é tão duro nesta passagem, ao sugerir cortar mão, pé ou arrancar o olho?
  • Em minha vida – Que devo arrancar pela raiz? Que processo tenho feito a respeito disso?
  • A quem tenho escandalizado com meu comportamento? Que me pede Jesus ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEXTA-FEIRA

Marcos 10,1-12

Que vença o amor

“O que Deus uniu o homem não separe”

 

Jesus estava para deixar a Galiléia e se dirigia à Judéia. A multidão não o deixava um instante só e vendo-a, ensinava-a.

 

Novamente aparecem os fariseus, com o único fim de pô-lo a prova, pois não tinham se saído muito bem em ocasiões anteriores.

 

De todos os modos queriam fazê-lo cair. A pergunta que lhe expõem é acerca da estabilidade do vínculo matrimonial: Pode o marido repudiar a mulher?” (v.2).

 

Recentemente Herodes Antipas havia repudiado sua mulher para casar-se com a mulher de seu irmão. João Batista o havia denunciado abertamente o fato e isto havia acelerado seu fim.

 

É por isto que para Jesus este era um problema difícil e os que lhe fizeram a pergunta estavam seguros que dessa não sairia bem porque com sua resposta podia pôr-se a favor ou contra o imperador ou de seus próprios princípios.

 

Jesus, então lhes lança uma outra pergunta que eles, como mestres da lei, responderiam muito bem: “Que vos prescreveu Moisés?” (v.3)  Eles respondem que Moisés havia permitido repudiar a mulher estabelecendo uma carta de divórcio.

 

Jesus, então, dá um giro de cento e oitenta graus. Passa do plano puramente legal ao plano do coração: esclarece que Moisés se viu obrigado a isto por causa da dureza do coração deles.

 

Aqui Jesus se remonta ao inicio, à criação, recordando que as coisas foram diferentes e o que Deus quis que existisse entre o homem e a mulher foi uma união muito forte até chegar a ser uma só carne.

 

Jesus termina com uma frase bem interessante e comprometedora: “Pois bem, o que Deus uniu o homem não separe” (v.9). A união entre o homem e a mulher é obra de Deus e, portanto esta não deve ser destruída pelo homem.

 

Até aqui o discurso é dirigido à multidão. Quando Jesus fica só em casa com os discípulos, eles continuam o tema, fazendo-lhe novas perguntas, as quais Jesus responde abertamente e já sem os ouvidos ameaçadores dos fariseus.

 

Quer seja o homem, quer seja a mulher que repudie ao seu cônjuge e se case com outro(a), comete adultério.

 

Depois deste ensinamento de Jesus fica bem claro uma coisa: O matrimônio é um vínculo sagrado que estabelece uma união vital entre um homem e uma mulher; é obra de Deus e, portanto, o homem não pode destruí-lo.

 

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

 

  • Qual o maior ensinamento que nos deixa Jesus no evangelho de hoje?
  • Quando tens dificuldades em teu matrimonio, qual a maneira concreta de buscado regular o problema?
  • Qual o conselho que tens dado a alguém que vem contar-te dificuldades tidas em seu matrimonio?
  • Conheces algum casal com problemas? Como vais ajudar-lhes a solucionar esses problemas?

 

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SÁBADO

Marcos 10,13-16

Com coração de criança

“Deixai vir a mim as criancinhas”

 

Quatro versículos e uma mensagem breve, mas muito profunda.

 

Algumas pessoas, provavelmente mães, conhecendo a Jesus, aproximaram seus filhos pequenos dele para que os tocasse.

 

Não contaram com os que as começaram a repreender, os discípulos. Não ficava bem importunar o Mestre e muito menos trazer-lhe crianças.

 

Nessa época as crianças não eram consideradas. Por exemplo, na multiplicação dos pães se diz que se alimentaram cerca de quatro mil, sem contar as mulheres e as crianças (cf. Mt 15,38). Os discípulos, seguramente, o fizeram de muito boa vontade.

 

Qual foi a reação de Jesus? O texto nos diz que “Jesus se indignou” (v.14). Para Jesus as crianças tinham um lugar especial em seu coração. Ainda que a sociedade os considerasse um nada, para Jesus representavam muito mais que uma cifra que não se conta.

 

Jesus então, dirigindo-se a seus discípulos lhes disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque o Reino de Deus é dos que são como elas” (v.14).

 

Que maneira mais linda de afirmar, não só que as crianças valem muito, mas que delas é o Reino dos Céus e, por isso, as crianças podem acercar-se dele.

 

Além de pedir que não impedissem as criancinhas de aproximar-se dele, as coloca como modelo para quem busca o Reino de Deus: “Eu vos asseguro: o que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (v.15).

 

Que há em uma criança para que suas atitudes sejam indispensáveis para entrar no Reino dos Céus?

 

Vejamos algumas:

 

  • Uma criança depende totalmente de uma pessoa adulta;
  • Para uma criança não existem barreiras de raça, condição social, cor etc;
  • Uma criança não guarda rancor pelo que lhe fazem;
  • Uma criança sempre está começando do zero e, frequentemente, é persistente;
  • Uma criança não sabe dizer mentiras.

 

Vejamos um pouco estas atitudes em Jesus mesmo:

 

  • Jesus dependia totalmente do Pai. Era uma só coisa com Ele, e segundo ele mesmo dizia, não fazia nada que não lhe fosse mandado por seu pai.

 

  • Em sua atividade missionária Jesus nunca olhou para raça, cor, condição social para ajudar e salvar. Pelo contrário, as pessoas mais desprotegidas e vulneráveis eram suas prediletas.

 

  • As palavras de perdão sempre estiveram em seus lábios. Até o último momento quando na cruz pediu ao Pai perdão pelas pessoas que o estavam crucificando.

 

  • Jesus era consciente que em sua relação com as pessoas sempre devia estar começando do zero, no sentido de acolher sempre, apesar de tudo o que estas haviam feito. E ele era persistente quando se tratava de fazer entender a seus ouvintes que acima da lei estava o amor, e que o mais importante não são as palavras, mas as ações.

 

João Arias, em seu livro ‘O Deus em quem não creio’ afirmava corretamente que Jesus “morreu jovem por ser sincero”. Ele já nos havia dito que só a verdade nos faria livres.

 

Para cultivar a semente de a Palavra na vida:

 

  • Qual a atitude de Jesus ante as crianças?
  • A sociedade de hoje como se comporta ante as crianças especialmente aqueles que são maltratadas?
  • Que atitudes concretas nos pede, Jesus, para que seja nosso o Reino?
  • A que nos está chamando?

 

 

 

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