ENQUANTO FAÇO O CAFÉ: “Eu sou o pão da vida”

João 6,35-40

A vida necessita do alimento. Sem as forças que nos vem do pão, não podemos viver. Por natureza devemos recorrer ao pão. O pão tem uma maravilhosa capacidade de manter a vida. Quem não tem o que comer ou não quer comer, morre. Isto não depende de nossa vontade, simplesmente é assim.

O alimento – e, portanto, a vida – é dado. Com relação ao manter a vida não somos independentes; o que o pão nos dá não podemos nos dar por nós mesmos, de nenhum modo, nem com os pensamentos mais claros nem com as decisões mais firmes que tenhamos. Não há um princípio intrínseco que mantenha constantemente a vida por si mesma, mas ela se mantém por estímulos externos (que são todas as formas de alimentação: oxigênio, luz, água, proteínas e todas as formas de nutrição).

A vida é limitada. O pão tem relação direta com a vida e com a morte.  Se trata, porém da capacidade ser limitada, porque para cada homem, irremediavelmente chega o momento no qual inclusive o melhor  alimento do mundo já não pode mantê-lo.  Por vários anos o alimento nos tem evitado a morte, porém ao final, por mais que comamos igualmente morremos. De maneira que, em um primeiro nível de compreensão, Jesus nos está dizendo que Ele é “causa” de vida, onde Ele está brota vida. E assim como o alimento é necessário para a vida, Ele é necessário para nós. Há que buscar a Jesus com a mesma motivação com que buscamos a comida todos os dias.

Jesus deve ser para nós uma necessidade vital! Mas, tem mais. Jesus disse que “dá a vida” (é mais claro dizer “pão que dá a vida” que simplesmente “pão da vida”). E, que é a vida? A reflexão profunda que provoca Jesus nesta passagem do Evangelho deixa claro: é muito mais que a mera existência física.

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